No Brasil, o diesel S10 é mais limpo e não “aumenta sujeira”; quem agrava entupimentos, borra e instabilidade é o biodiesel adicionado ao diesel comercial (diesel B), por ser higroscópico, oxidar mais facilmente e favorecer crescimento microbiano. Em motores antigos (pré‑P7/PROCONVE L6), a transição do S500 para o S10 também expôs vulnerabilidades: falhas de injeção, depósitos, corrosão e quebras quando não se adotam boas práticas e aditivação adequada. É exatamente nesse cenário que aditivos premium como o Milex PX3920 agregam valor técnico e operacional.
O que mudou no combustível — e por que isso importa
- S10: baixo teor de enxofre (10 ppm) e menor impacto ambiental, amplamente introduzido para atender normas de emissões mais restritivas. A redução de enxofre modifica o ambiente químico de combustão e dos sistemas de pós‑tratamento, exigindo maior controle de qualidade e manutenção.
- Biodiesel: na mistura obrigatória (diesel B), traz benefícios ambientais, mas absorve muito mais água que o diesel fóssil, acelera oxidação, forma borras e favorece contaminação microbiana, que entopem filtros e comprometem bombas e bicos injetores — especialmente em veículos que rodam pouco ou enfrentam períodos de estocagem.
Ponto‑chave: a evidência técnica e a imprensa especializada são consistentes ao indicar que a maioria dos relatos de entupimentos recentes está ligada ao teor de biodiesel e à contaminação por água, não ao S10 em si.
Motores antigos + S10: onde surgem as dores
Em motores fabricados para o S500 (antes da fase P7 do PROCONVE), a migração para o S10 veio acompanhada, em diversos casos, de queda de desempenho, falhas mecânicas, desgaste prematuro e até quebra de componentes do sistema de injeção (bombas, bicos, tubulações e filtros). Os mecanismos prováveis incluem alteração do regime de combustão, maior sensibilidade a depósitos e a corrosão quando há água/ácidos oriundos da degradação do combustível.
Somando‑se a isso, o armazenamento inadequado e o baixo giro de combustível (postos com menor movimento ou veículos que rodam pouco) favorecem água no diesel, degradação acelerada e biofilme, abrindo caminho para batida de biela, falhas na bomba de alta e travamento de bicos.
Boas práticas recomendadas por órgãos e especialistas
Órgãos do governo e câmaras setoriais reforçam rotinas como controle de qualidade na compra, filtração, drenagem periódica de tanques, gestão de estocagem e atenção à estabilidade à oxidação do combustível. Essas práticas reduzem a água livre, a carga microbiana e os produtos de degradação que danificam sistemas de injeção.
Na operação diária, abastecer em postos de confiança, manter trocas de filtros em dia e usar aditivos adequados são cuidados citados por publicações técnicas para mitigar desgaste e entupimentos no uso de S10.
Onde o Milex entrega valor técnico (e ROI operacional)
A tecnologia Milex foi concebida para atuar nos pontos críticos do ciclo de combustível em motores a diesel no Brasil — especialmente motores antigos expostos ao S10 e à mistura com biodiesel:
- Controle de depósitos em bicos e câmara
Depósitos alteram o padrão de pulverização, elevam consumo e ruído, e reduzem potência. Aditivação detergente/dispersante de uso contínuo mantém os injetores limpos, estabiliza a taxa de fluxo e sustenta a eficiência de combustão ao longo do tempo. Isso é crucial onde relatos de perda de desempenho foram associados à transição S500→S10 e à variabilidade do diesel B. - Estabilidade do combustível e redução de borra
Ao retardar oxidação e polimerização do combustível (particularmente do biodiesel), e ao dispersar subprodutos, reduz‑se a formação de lacas e borras que entopem filtros e linhas. Essa frente de atuação conversa diretamente com os casos de entupimento e decantação relatados para teores mais altos de biodiesel e para estocagens mais longas. - Mitigação de corrosão e efeitos da água
Com inibidores de corrosão e componentes que lidam com umidade (presente devido à natureza higroscópica do biodiesel), reduz‑se o ataque químico a bombas e bicos — falhas recorrentes quando há contaminação aquosa e degradação do combustível. - Combustão mais estável em motores antigos
Motores projetados para o S500 podem se beneficiar de aditivação que otimize a queima do S10, reduzindo vibração, fumaça branca/negra e tendência a marcha irregular, fatores ligados a depósitos e variação de qualidade.
Resultado esperado na operação: menos paradas não programadas, maior vida útil de componentes de injeção, consumo mais consistente e redução do custo total de propriedade (TCO) — especialmente em frotas com uso intermitente ou condições severas de armazenamento/abastecimento.
E o mito “S10 estraga motor”?
A análise equilibrada é: não é o S10. O S10 é mais limpo e necessário para emissões modernas. Os sintomas que o mercado associa ao S10 (filtros entupidos, borra, falhas de bomba) correlacionam‑se com a presença e o manejo do biodiesel — especialmente acima de B10 e/ou sob más práticas de armazenamento. Portanto, a solução passa por gestão de combustível + aditivação correta, não por “voltar ao S500”.
Checklist prático para operação com S10 em motores antigos
- Abasteça em postos com alto giro de diesel e histórico confiável.
- Aplique Milex PX3920 a cada abastecimento, mantendo limpeza de injetores e estabilidade do combustível no tempo. (Alinha‑se às melhores práticas de controle de depósitos e oxidação).
- Faça drenagem e trocas de filtros conforme manual (e antecipe em uso severo).
- Evite armazenar diesel por longos períodos; se necessário, adote rotina de monitoramento de água livre e de contaminação.
Conclusão
Para motores antigos, a equação S10 + biodiesel + práticas de campo demanda atenção técnica. O S10 não é vilão; os problemas típicos (entupimentos, borra, corrosão, falhas de injeção) decorrem majoritariamente do biodiesel e da contaminação por água, além da falta de rotinas de qualidade. Nesse contexto, Milex PX3920 opera como uma camada de proteção e performance, endereçando depósitos, estabilidade do combustível, corrosão e eficiência de combustão que reduz em até 10% o consumo de diesel — entregando confiabilidade e economia no dia a dia.
Referências essenciais
- AutoPapo — “Diesel S10 está estragando os motores? Negativo! O problema não é ele”
- Quatro Rodas — “Diesel contaminado por água é comum e está destruindo os motores”
- CPG Click Petróleo e Gás — “Biodiesel no diesel: problemas causados nos motores”
- CONFEA/CONTECC’2017 — “Comparação dos combustíveis Diesel S10 e S500 para resolução de problemas…”
- MAPA — “Manual de boas práticas na utilização de diesel” (2023)
